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Basílica de Santo Antônio do Embaré

A construção foi concluída em 12 de dezembro de 1946, e devido a sua grandiosidade artística e arquitetônica, e ao intenso movimento religioso sua fama chegou aos ouvidos do Papa Pio XII, que concedeu o título de Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré, em 03 de novembro de 1952 .

 A Basílica do Embaré, hoje, não é somente um pólo canalizador de história e arte para a região, mas é um profundo e magnífico templo de meditação e oração de toda a comunidade Santista, que ao longo desses anos sofreu um desgaste natural, e com a descaracterização causada por sucessivas reformas Por esse motivo em meados dos anos noventa foi iniciada uma obra de restauração no templo do Embaré com o intuito preservar o acervo artístico da igreja, adaptá-la às novas tecnologias necessárias para o funcionamento dos cultos religiosos, bem como devolvê-la o aspecto original dos anos 30 e 40.

 Do estilo Neo Gótico 

O estilo Neogótico surgiu em um período de abandono das regras, defendendo a liberdade de sentimentos, não havendo normas fixas e vinculativas.

 

No final do século XIX, pela primeira vez, a história se firma como ciência, investigando os séculos passados, inclusive a arte, e colocando à disposição de todos seus resultados e descobertas. Foi nesse período, em meio a esses fatos, que renasceu o Gótico, que para os iluministas do século XVIII, na chamada era tenebrosa, erroneamente, considerava-se tudo que de longe tivesse relação com a Idade Média

 

      Nessa fase, havia a necessidade de dar-se ênfase as artes “menores”, assim como se preocupar excessivamente com as linhas de decoração que compunham as fachadas dos edifícios, fazendo com que a arquitetura e a escultura se fundissem em um tom harmonioso, abrindo assim espaço para que florescessem outros estilos do período, como o Art Nouveau.

 

O estilo da Basílica

As linhas da atual igreja observam estilos ecléticos, onde se vê elementos Neogóticos e Clássicos, fundidos em um conjunto harmonioso.

 

       A basílica possui duas grandes torres gêmeas, confeccionadas em concreto armado, mas de uso distinto entre si. Ao centro de sua fachada, abre-se uma grande Rosácea em homenagem ao seu padroeiro, Santo Antônio; seu portal de entrada é belo, limpo e simplificado, onde se  vê entre suas colunas, São Pedro e São Paulo, acima em seu tímpano, Santo Antônio, ajoelha-se para receber, das mãos da Virgem Maria, o menino Jesus, banhado pela luz do Espírito Santo, e acima, e rodeado de anjos, pode-se observar nesta cena linhas clássicas de composição, além de um tema com grande apelo dramático e simbológico. Mais aos lados vê-se arcos facetados e polilobados, que compõe o conjunto dos vitrais da fachada.

 

Nas laterais, as arcadas, abre-se em luzes, para dar espaço para os vitrais em forma trifórica,  todos em homenagem a Santo Antônio; acima, um conjunto de 6 arcos botantes de cada lado faz semi-arcos nas passagens para torre, mas não apresentam funções estruturais, pois sua cúpula é confeccionada em concreto armado, apoiado sobre pilares, anteriores a esses semi-arcos.

 

        No interior, não há um clima frio e sombrio, comum às catedrais Góticas; as pinturas, que normalmente nesse estilo não exercem papel fundamental, na basílica tomaram outra dinâmica, preenchendo todos os espaços do templo, para contar a vida de Santo Antônio, homenagear vários santos e beatos franciscanos e narrar inúmeras cenas bíblicas. Seu transcepto, em forma de cruz latina, apresenta-se em um mosaico fino de pastilhas octogonais. Os altares flamejantes são confeccionados na  madeira marfim e cedro, fundindo-se dessa maneira de forma harmoniosa à pintura do fundo da basílica.

 

  De forma geral, o interior apresenta-se mais fundido a elementos de outros estilos de que suas elevações externas, mas de maneira alguma isso cria um conflito estilístico desarmonioso, vê-se claramente a preocupação de todos os artistas que criaram a igreja em elaborar linhas decorativas que interagissem de forma leve entre si.