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Os Franciscanos

 Foi no ano de 1209 que aconteceu a reunião histórica entre Francisco de Assis e Inocêncio III. São Francisco[1] foi o fundador de um movimento evangélico apostólico de ordem mendicante. Não foi afastado ou perseguido pela Igreja, na verdade foi absorvido, assim como São Domingos e os seus Dominicanos.

Os frades franciscanos capuchinhos pertencem à Ordem dos Frades Menores, o modo de vida franciscano representa converter as palavras do evangelho em prática e modo de vida. Para se conseguir um “tesouro no céu”, deve-se vender tudo o que se tem e dar aos pobres. Esse modelo de vida imposto por São Francisco a si mesmo cativa os jovens, e, ainda hoje, vemos exemplos fortes dessa fascinação, onde as dificuldades dão um sentido maior às vidas, e refletem diretamente no modo de constituir as fraternidades.

Regra franciscana, pode-se dizer, é uma cópia do evangelho, disserta sobre a postura dos frades diante das dificuldades, estabelecendo regras, modos e princípios de vida. Falando de simplicidade, amor fraternal, minorismo, da oração, das sagradas escrituras, do trabalho e de paz[2].

São Francisco descobre uma mensagem divina em cada partícula da criação, e a Ordem dos Frades Menores se desenvolve neste modelo de virtude franciscana.

Na visão de Giovanni di Bernardone, o “Poverello d’Assisi”, o significado “reconstruir uma Igreja decaída” era abdicar das conveniências de sua burguesia e viver o Cristo na pobreza e na pregação itinerante com três pontos fundamentais: A pobreza, a humildade e a simplicidade, em conformidade com Jesus, e não com as hierarquias, mas não descambando para a heresia, e sim em obediência ao Papa e a Cúria[3].

Com a acomodação dos desejos da Igreja, os Franciscanos viram a clericalização de sua Ordem. Um ano após a morte de São Francisco, Gregório IX assumiu o trono de São Pedro, e mandou construir, contra expressa vontade de São Francisco, uma esplêndida Basílica e um mosteiro e afrouxou as regras franciscanas, acrescentando restrições interpretativas, e a inexorável ação do tempo fez com que as vidas e fraternidades se transformassem e se desviassem dos caminhos traçados pelo próprio Francisco.

 

[31] VERUSSA, op. cit. p. 314