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Os capuchinhos

Na época de Martinho Lutero (início do século XVI) inicia-se a reforma para observância da regra franciscana, proposta por um grupo de frades, liderados por Mateus de Bascio, jovem de pouca cultura, mas hábil pregador popular, que pertencia a um grupo que almejava o direito de observar a regra franciscana de forma literal. Afirmando direito por ter uma visão do próprio São Francisco “transformado, com um hábito que não mais era o mesmo, e sim era um capuz pontiagudo e muito mais rude”.[4]

Em uma noite, fugiu do seu convento e foi a Roma, onde obteve do Papa Clemente VII a permissão de observar a regra segundo seus anseios e de usar o hábito que dispunha. O provincial João de Fano, insatisfeito com a situação, manda encarcerá-lo como fugitivo e vagabundo no convento de Farano. Tal fato não passou despercebido, chegando ao conhecimento de Catarina Cibo, duquesa de Camerino, sobrinha de Clemente VII, que havia criado grande estima e simpatia pelo frade, que exercera heroicamente caridade junto aos pobres e enfermos, em 1523, naquela região e exigiu imediata libertação do frade.

Dois anos apresentando-se diante do mesmo provincial, os irmãos de sangue frei Ludovico e frei Rafael de Fossombrone pediram permissão para retirar-se e observar a regra em toda a sua pureza. A negação era evidente, e com tal fato ocorreu uma fuga para um refúgio entre os irmãos franciscanos conventuais de Cingoli. O provincial, não satisfeito, apressou-se em conseguir um breve pontifício, onde declara apostasia dos frades, que se refugiam em um emitério dos camaldulenses de massaccio.

Prudentemente, frei Ludovico julgou mais conveniente passar para a residência dos conventuais em definitivo, onde o superior o recebeu, deixando-o livre para viver conforme suas aspirações.

A pedido de Ludovico e Rafael, Catarina de Cibo apresenta uma petição a seu tio, quando esse se encontra em Viterbo. Após prudente análise, o Papa expediu a bula “Regilionis Zelus”. Em 3 de junho de 1528, está fundada a ordem dos Capuchinhos[5].

A bula continha os seguintes pontos: faculdade de levar a vida eremítica, seguindo a regra de São Francisco, de usar barba e hábito com capuz pontiagudo (cônico), e, para pregar ao povo, os recém reformados ficaram sobre proteção dos conventuais, porém com governo direto de um superior próprio, com autoridade semelhante a um provincial, estando autorizado a receber noviços, tanto clérigos quanto leigos.

Com a bula, um grande número de jovens veio a procura da recém criada Ordem, sendo necessário multiplicar os eremitérios e pensar em um modelo mais organizado de planejamento. Assim, convocou-se, em 1529, a primeira assembléia (capítulo), a fim de eleger os superiores e de escrever a constituição.

Mateus de Bascio foi eleito, contra a própria vontade, vigário geral, renunciando imediatamente, para seguir sua vida humildemente como pregador. O governo ficou a cargo de Frei Ludovico de Fassombrone.

A designação inicial da nova Ordem, como expresso na Bula, era Frades Menores da Vida Eremítica, mas quando os reformados saíram nas ruas, o povo os tomaram por ermitões e os seguiam gritando “SCAPUCCINI”, devido ao longo capuz adotado, esse apelido acabou por denominar  a Ordem em documentos oficiais (1534).